STJ mantém prisão temporária de Milton Leite

Ex-vereador é investigado por participação em esquema do PCC no transporte coletivo de São Paulo

Por Da Redação
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STJ mantém prisão temporária de Milton Leite

Foto: Reprodução / ALESP

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta quarta (23), o pedido de habeas corpus da defesa de Milton Leite, decidindo por manter a prisão temporária do ex-vereador. 

Ele foi preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga um suposto esquema com participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo em São Paulo. Esta operação é um desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024. Nesta, havia sido identificada uma rede de comunicação utilizada pela facção para manter contato entre membros dentro e fora de presídios, inclusive com participação de advogados. 

As investigações também identificaram uma suposta tentativa de infiltração da facção nas eleições municipais de 2024 por meio do lançamento de candidatos. Agora, nesta nova fase, o objeto é uma possível atuação de advogados em parceria com o crime organizado e suspeita de infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo na capital e no interior paulista.

A polícia e o Ministério Público suspeitam que Leite seja proprietário de uma empresa investigada, a Transwolff, embora seu nome não esteja registrado formalmente como dono. O ex-vereador nega a acusação. 

Milton Leite foi vereador de São Paulo durante sete mandatos consecutivos e foi presidente da Casa por seis anos. Ele deixou a Câmara Municipal após 28 anos no cargo, em 2024. 

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