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Vídeo: Flávio Bolsonaro já propôs acabar com cotas para negros e pessoas com deficiência nas universidades

Na emenda apresentada em 2023, Flávio também previa alterar a revisão legislativa para 8 anos

Por Da Redação
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Atualizado
Vídeo: Flávio Bolsonaro já propôs acabar com cotas para negros e pessoas com deficiência nas universidades

Foto: Renato Pizzutto/Band/ Senado Federal

O senador e candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) já se colocou a favor da extinção das cotas raciais e para pessoas com deficiência física (PCD) nas instituições federais de ensino superior e técnico.

O senador protocolou, no dia 27 de setembro de 2023, uma Emenda nº 2 que alterava a Lei 5.384/2020, que torna permanente a reserva de vagas para minorias, como negros e pessoas com deficiência.

Na proposta, Flávio previa a adoção de critérios exclusivamente econômicos, com 50% das vagas destinadas para pessoas com renda per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, excluindo a obrigação legal das reservas para negros, pardos, PCDs , além de impedir o acesso das pessoas quilombolas e indígenas.

Além disso, o texto também propôs alterar o prazo de 10 anos para revisão legislativa para 8 anos.

Qual a justificativa de Flávio?

O senador justifica que a proposta da emenda é para oferecer embasamento técnico à legislação das cotas. Ele aponta que "há um vácuo" e ausência de relatórios oficiais que comprovem as transformações que a política de cotas causou.

Flávio também classificou como "irresponsável" fazer revisão de lei por "questões ideológicas".

Durante discurso no plenário do Senado, Flávio disse que a Lei de Cotas não combate o problema do racismo. Ele também ponderou que o modelo do recorte racial causa um "apartheid" e que a medida pode discriminar brancos que enfrentam dificuldades.

"O que se está questionando é que a gente não pode criar um apartheid para aquelas pessoas que não têm a pele negra ou não possuem uma deficiência e que, às vezes, moram na mesma favela, estudaram na mesma escola pública; e um tem a possibilidade de acesso aumentada, e o outro não." O porquê dessa distinção? Eu destaco aqui a fala do Senador Paim: "Cadê nossa brasilidade?" "Cadê a nossa brasilidade?", disse em discurso.

Confira mais no vídeo abaixo:

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