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Maíra Cardi suspeita de rompimento de silicone após amamentação e especialista explica se isso realmente pode acontecer!

Após relato da influenciadora, cirurgião plástico Carlos Tagliari esclarece quando alterações nos seios podem indicar ou não o rompimento e o que fazer nesses casos

Por Michel Telles
Às

Maíra Cardi suspeita de rompimento de silicone após amamentação e especialista explica se isso realmente pode acontecer!

Foto: Redes Sociais

A influenciadora Maíra Cardi chamou atenção nas redes sociais ao revelar que suspeita ter sofrido um rompimento da prótese de silicone após o período de amamentação da filha, Eloah. Em vídeos publicados recentemente, Maíra contou que percebeu alterações no formato do seio poucos dias depois de interromper a amamentação e levantou a hipótese de que o problema possa ter sido causado pelo uso intenso de bomba de extração de leite.

“Eu acho que eu furei meu silicone, rasguei o meu silicone do peito”, disse a influenciadora. Segundo ela, o aparelho chegou até a apresentar danos devido ao uso prolongado em potência máxima. A declaração gerou dúvidas entre seguidores sobre a possibilidade de a amamentação ou o uso da bomba realmente provocarem o rompimento de uma prótese mamária.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Carlos Tagliari, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), embora seja incomum, o rompimento de próteses pode acontecer e diversos fatores precisam ser avaliados. “A ruptura de prótese é algo raro, mas não é impossível. Nem sempre está relacionada apenas à amamentação. Às vezes a prótese já apresentava algum problema, pode existir desgaste natural ao longo dos anos ou até fatores ligados à forma como ela foi colocada”, explica o especialista.

O médico afirma que as mudanças pelas quais a mama passa durante a amamentação também podem gerar alterações que confundem muitas pacientes. “Durante esse período, existe grande variação de volume, distensão da pele e alteração do tecido mamário. Depois que o leite seca, é comum ocorrer flacidez, mudança de formato e irregularidades temporárias que podem ser confundidas com problemas na prótese”, afirma.

Dr. Tagliari acrescenta que situações inflamatórias durante a amamentação também podem impactar a região mamária. “A própria amamentação pode gerar traumas locais, mastite, empedramento das mamas e aumento da pressão sobre os tecidos. Em alguns casos, isso pode contribuir para alterações na prótese, especialmente quando ela está posicionada acima do músculo”, explica.

Segundo o especialista, próteses colocadas acima do músculo costumam ficar mais expostas às alterações do tecido mamário. “Esses implantes podem ter maior risco tanto de contratura capsular quanto de alterações perceptíveis após gravidez e amamentação”, pontua.

O médico ressalta ainda que nem toda mudança no formato da mama significa necessariamente rompimento do silicone. “Em alguns casos, a prótese apenas gira dentro da mama. Isso já é suficiente para causar deformidade visual e fazer a paciente acreditar que houve ruptura, quando na verdade o implante permanece íntegro”, esclarece.

Entre os sinais que merecem atenção estão a mudança repentina no formato da mama, assimetria, endurecimento, dor, ondulações ou aparecimento de nódulos. “Quando existe suspeita de rompimento, o ideal é procurar avaliação médica e realizar exames de imagem. Normalmente começamos pelo ultrassom e, se necessário, a ressonância magnética ajuda a confirmar o diagnóstico com mais precisão”, orienta o especialista.

De acordo com o Dr. Carlos, na maioria dos casos as rupturas modernas não trazem grandes riscos imediatos à saúde. “As próteses atuais costumam romper de forma intracapsular, ou seja, o silicone permanece contido dentro da cápsula criada pelo próprio organismo. Nesses casos, geralmente realizamos a troca da prótese e da cápsula sem maiores complicações”, afirma.

O médico explica ainda que a qualidade do implante também influencia diretamente na segurança. “Quando falamos de próteses de boa qualidade, normalmente não há risco grave à saúde. Já implantes antigos ou de qualidade inferior podem exigir um acompanhamento ainda mais cuidadoso”, destaca.

Além disso, o cirurgião reforça que o pós-gestação é um período em que muitas mulheres percebem mudanças importantes nos seios, independentemente do silicone. “A gravidez e a amamentação alteram pele, glândula mamária e sustentação da mama. Algumas pacientes acabam procurando procedimentos corretivos depois dessa fase justamente por conta dessas transformações”, finaliza.

A repercussão do relato de Maíra Cardi reacende dúvidas frequentes entre mulheres com próteses mamárias e reforça a importância de acompanhamento médico regular, especialmente após gravidez e amamentação.

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